Risco para os Jovens - Cigarrete Tabacaria

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RIO ‚ÄĒ Ao longo de 19 anos de exist√™ncia, o¬†cigarro¬†eletr√īnico foi sempre cercado de pol√™micas. H√° os que o defendem como alternativa mais saud√°vel ao¬†cigarro. H√° os que o condenam de forma veemente pelos efeitos na sa√ļde. H√° menos de um ano, para se ter ideia, a ag√™ncia de sa√ļde do Reino Unido chegou a reconhecer o dispositivo como alternativa para quem quer largar o¬†cigarro¬†tradicional. N√£o h√° muito tempo tamb√©m, a Organiza√ß√£o Mundial de Sa√ļde (OMS) e o Instituto Nacional do C√Ęncer (Inca) recha√ßaram seu uso.¬† Pois agora um novo e amplo estudo, rec√©m-publicado na revista cient√≠fica Addiction, jogou mais lenha nessa fogueira.¬†¬†

Pesquisadores da University College de Londres (UCL) chegaram √† conclus√£o de que o¬†cigarro¬†eletr√īnico n√£o atua como uma porta de entrada para o tabagismo, ao contr√°rio do que muitos acreditavam. O trabalho analisou informa√ß√Ķes de mais de 37 mil jovens entre 16 a 24 anos, ao longo de uma d√©cada, por meio do Smoking Toolkit Study, uma pesquisa mensal sobre tabagismo liderada pela universidade para monitorar os √≠ndices do pa√≠s.

Os resultados indicaram que n√£o h√° uma rela√ß√£o significativa entre o uso dos chamados ‚Äúvapes‚ÄĚ e de¬†cigarros‚Äú¬†tradicionais. O estudo avaliou que, no pior cen√°rio, apenas um a cada dez adolescentes que fazem uso dos modelos eletr√īnicos se tornar√° eventualmente fumante de¬†cigarro¬†tradicional.

‚ÄĒ N√≥s estimar√≠amos que, dos 74 mil usu√°rios de¬†cigarros‚Äú>eletr√īnicos com idades entre 16 e 17 anos na Inglaterra, apenas cerca de 7 mil se tornar√£o fumantes regulares como consequ√™ncia do uso dos dispositivos ‚ÄĒ disse a cientista do Instituto de Epidemiologia e Sa√ļde da UCL, e autora principal da pesquisa, Emma Beard, em comunicado.

No entanto, a conclus√£o do estudo n√£o elimina os demais problemas associados ao modelo eletr√īnico, como o crescimento entre os jovens e os malef√≠cios para a sa√ļde, analisa a diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Cora√ß√£o do Hospital das Cl√≠nicas da USP (InCor), Jaqueline Scholz.

‚ÄĒ O problema √© que s√£o pessoas que n√£o fumavam, e provavelmente n√£o iriam fumar, mas agora s√£o consumidoras dependentes do cigarro¬†eletr√īnico. E n√£o √© um produto seguro, ele tem um alto poder de v√≠cio e uma s√©rie de riscos, como a gera√ß√£o de nanopart√≠culas respons√°veis por um processo inflamat√≥rio grave, podendo levar at√© a casos de acidentes vasculares graves e morte ‚ÄĒ explica a especialista.

De acordo com um trabalho do Centro de Pesquisa e Educa√ß√£o em Controle do Tabaco da Universidade da Calif√≥rnia, nos Estados Unidos, o uso do cigarro eletr√īnico aumenta o risco de infarto do mioc√°rdio em propor√ß√Ķes semelhantes √†s do cigarro convencional.

Ainda assim, um argumento utilizado a favor dos dispositivos √© que ele poderia levar fumantes a¬†largar o modelo tradicional.¬†Essa proposta levou, inclusive, a Ag√™ncia Reguladora de Medicamentos e Produtos de Sa√ļde do Reino Unido (MHRA) a publicar diretrizes, em outubro, para que empresas solicitem o¬†registro¬†de aparelhos que posteriormente¬†poder√£o ser prescritos com licen√ßa m√©dica.

No entanto, uma an√°lise de pesquisadores da Universidade da Calif√≥rnia, publicada na revista Tobacco Control, mostrou uma realidade diferente. Ap√≥s estudar dados de 4.900 fumantes e ex-fumantes desde 2017, os respons√°veis constataram que ocigarro¬†eletr√īnico foi menos eficaz para o objetivo que outras estrat√©gias, como medicamentos pr√≥-abstin√™ncia e medidas n√£o farmacol√≥gicas.¬†

No Brasil, desde 2009, a comercializa√ß√£o, a importa√ß√£o e a propaganda de qualquer dispositivo eletr√īnico para fumar √© proibida. Ainda assim, os aparelhos s√£o encontrados de forma cada vez mais f√°cil e, segundo uma pesquisa do Datafolha, s√£o utilizados por cerca de 3% da popula√ß√£o acima de 18 anos.

Risco para os jovens 

O novo estudo da UCL tamb√©m apontou que 30,5% da popula√ß√£o entre 16 e 24 anos da Inglaterra faz uso de¬†cigarros‚Äú>tradicionais, enquanto 2,9% √© usu√°rio dos dispositivos eletr√īnicos. Por√©m, enquanto o primeiro percentual tem apresentado uma tend√™ncia de queda, a taxa de usu√°rios dos ‚Äúvapes‚ÄĚ cresce na faixa et√°ria. Nos Estados Unidos, por exemplo, o n√ļmero de estudantes de ensino m√©dio e universidades que usam o¬†cigarro¬†eletr√īnico cresceu 78% de 2017 para 2018.

Esse aumento mostra outra face caracter√≠stica dos dispositivos: a facilidade em viciar jovens que n√£o eram fumantes. Um estudo polon√™s publicado na revista International Journal of Environmental Research and Public Health analisou usu√°rios jovens de¬†cigarros‚Äú>eletr√īnicos e de¬†cigarros¬†√† combust√£o e constatou que os n√≠veis de depend√™ncia da nicotina s√£o maiores no primeiro grupo.

‚ÄĒ Isso acontece porque eles t√™m aditivos de aroma que tornam a experi√™ncia mais agrad√°vel, al√©m de n√£o ter o desconforto provocado pela combust√£o e o inc√īmodo social da fuma√ßa gerada pela queima. Ent√£o o conjunto da obra o torna mais apelativo principalmente para os jovens ‚ÄĒ diz Jaqueline.

A especialista acrescenta que esses fatores levam os usu√°rios a utilizarem o modelo eletr√īnico com uma frequ√™ncia cada vez maior. Isso, por sua vez, gera uma grande concentra√ß√£o de nicotina no organismo que eleva o grau de depend√™ncia, uma vez que o corpo passa a precisar de quantidades cada vez maiores para obter o mesmo efeito, explica a m√©dica.

 

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